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Relatórios · · 5 min de leitura

Relatório ou dashboard: qual dos dois sua empresa precisa agora

Por Eder Alves, Fundador e engenheiro de dados

Relatório ou dashboard: qual dos dois sua empresa precisa agora

Nem toda pergunta de negócio precisa de um painel ao vivo. Boa parte das decisões de uma empresa acontece em ciclo: fechamento do mês, reunião trimestral com sócios, prestação de contas para o banco ou para um investidor.

O que essas situações pedem é um documento fechado, com diagnóstico claro do período. Confundir os dois formatos custa caro, porque a empresa acaba pagando por uma tela interativa que fica parada entre um fechamento e outro.

O que separa um do outro

O dashboard existe para acompanhar. Ele está sempre atualizado, responde a perguntas que surgem no meio da semana e serve a quem opera ou dirige o negócio no dia a dia.

O business report existe para registrar e comunicar. Ele fecha um período, compara com o anterior, traz a leitura do que aconteceu e circula por e-mail, PDF ou apresentação, sem exigir que ninguém abra uma ferramenta de BI.

A diferença que mais pesa está no público. Um sócio que não trabalha na operação, um gerente de conta no banco, um investidor: nenhum deles vai receber login de uma ferramenta e aprender a navegar nela. Eles recebem um documento e precisam entender sozinhos, sem ninguém do lado para explicar.

O relatório manual que quase toda empresa já faz

Praticamente toda empresa que atendemos já produzia algum relatório recorrente antes de nos procurar. Alguém do financeiro ou do comercial exportava planilhas de dois ou três sistemas, cruzava à mão, formatava e enviava.

O formato final costuma estar certo. O problema mora no processo: são horas de trabalho qualificado gastas em copiar, colar e conferir, todo mês, com risco real de erro em cada etapa. E quando essa pessoa entra de férias, o relatório atrasa ou sai errado.

Quando o relatório passa a ser gerado a partir da mesma base que alimenta os painéis, esse custo desaparece. O documento sai pronto, no mesmo formato, no mesmo dia do mês, sem ninguém tocar. A pessoa que gastava dois dias montando passa a gastar uma hora interpretando, que é onde ela vale mais.

O que entra num relatório que as pessoas leem

Um relatório recorrente que chega ao fim tem três camadas. A primeira é o resumo do período em números fechados, com comparação. A segunda é a leitura: o que explica a variação, escrito em frases. A terceira é o que isso sugere para o período seguinte.

A segunda camada é a que costuma faltar. Relatório que só empilha gráfico transfere para o leitor o trabalho de interpretar, e é por isso que tantos relatórios recorrentes param de ser lidos depois da primeira página. Quando existe uma leitura escrita, mesmo curta, o documento passa a servir para decidir em vez de servir para arquivar.

Com que frequência

Depois de decidir o formato, a próxima pergunta é o intervalo. Semanal, mensal ou trimestral muda bastante o que o documento consegue dizer.

O relatório semanal serve à operação. Ele acompanha ritmo de venda, entrada de pedido e estoque. Como o intervalo é curto, mostra pouco sobre tendência e muito sobre desvio, e o valor dele está em pegar problema cedo.

O mensal é o mais comum e o mais útil para a maior parte das empresas de médio porte, porque o mês é a unidade em que quase tudo já é fechado: meta, comissão, folha, imposto. Ele compara com o mês anterior e com o mesmo mês do ano passado, que é onde a sazonalidade aparece.

O trimestral é o de leitura estratégica, e costuma ser o que circula fora da empresa. Nele um mês atípico deixa de distorcer a conclusão, e dá para falar de direção em vez de falar de número.

Uma escolha frequente é manter o mensal como padrão e gerar o trimestral a partir dele, sem trabalho adicional, já que os dois saem da mesma base.

Quem recebe define o formato

Um relatório que vai para o banco e um que vai para os sócios não deveriam ser o mesmo documento, mesmo que os números por trás sejam idênticos.

Um gerente de conta em banco procura capacidade de pagamento, previsibilidade de caixa e comportamento de endividamento. Um sócio que não trabalha na operação procura resultado, margem e onde o dinheiro está sendo aplicado. Um investidor procura crescimento e o que sustenta esse crescimento.

Quando o relatório é gerado a partir de uma base única, produzir versões diferentes deixa de ser retrabalho. Muda a seleção e muda o texto de leitura, e os dados por trás continuam os mesmos. É por isso que insistimos na etapa de definir métrica antes de produzir qualquer documento.

Como escolher agora

Na prática, a pergunta a se fazer é sobre como a decisão acontece na sua empresa hoje.

Se as perguntas aparecem no meio da semana e alguém precisa de resposta rápida para agir, o dashboard resolve. Se as decisões se concentram em datas conhecidas e envolvem gente de fora da operação, o relatório resolve, e um painel provavelmente ficaria parado entre os fechamentos.

A maior parte das empresas de médio porte acaba precisando dos dois, mas raramente ao mesmo tempo. Começar pelo formato que a empresa já pratica costuma dar mais resultado do que montar os dois de uma vez.

Os dois saem da mesma base

Essa escolha não é definitiva, e isso tira o peso dela. Tanto o painel quanto o relatório saem da mesma camada de dados: as mesmas fontes integradas e as mesmas métricas definidas uma vez só.

Ou seja, começar por um não fecha a porta do outro. Depois que a base está de pé, adicionar o segundo formato é trabalho de dias, e os dois passam a contar a mesma história, com os mesmos números. Empresas que montam relatório e painel em processos separados terminam com dois valores para a mesma coisa, que é exatamente o problema que a estrutura deveria ter resolvido.

Antes de falar com alguém

Qual dos dois faz mais falta aí, hoje?

A resposta depende de como a decisão acontece na sua empresa: em ciclo fechado ou no acompanhamento do dia a dia. É uma das coisas que as seis perguntas do diagnóstico separam.

Fazer o diagnóstico

Seis perguntas, cerca de dois minutos. Resultado na hora, sem cadastro.

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